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quarta-feira, 3 de março de 2010

FAZ DE CONTA O VÍDEO

A SAGA/ FAZ DE CONTA O TEXTO

Minha prática pedagógica

Vamos fazer de conta que o vídeo postado nesta edição é uma realidade educacional brasileira, afinal de contas nosso país é extremamente desenvolvido e todos nós professores temos uma salário muito bom, que nos proporciona uma vida digna e temos dinheiro para possuirmos tecnologias de ponta, mas somos tão preguiçosos e desinteressados que achamos isso tudo desnecessário.

A pergunta tecnologia ou metodologia, apresentada juntamente com o vídeo durante o curso, que estive participando me chamou atenção. Consegui ver os dois lados da moeda, se brincar até mais.

De um lado, o quanto estamos defasados e excluídos dessa "tal era digital" e o quanto este curso sanara várias dúvidas, e porque não nos ensinar coisas básicas, uma atitude louvável, para nós professores. Acredito que é um bom começo. Agora temos apoio, e não somente críticas, pois historicamente a educação de nosso país vem utilizando políticas públicas inúteis, geralmente nós professores sempre somos culpados por essas políticas não darem certo. Não digo por mim que estou somente a seis anos na educação mas pelas minhas queridas professoras que sofriam com o modismo das tendências pedagógicas que existiu e ainda existe. A verdade é que só agora tem se descoberto a importância da educação para o nosso país, para a formação de pessoas e seres humanos reais, com necessidades e aflições existentes.

Por outro lado, acho que como professores sempre somos versáteis, sentimos na pele a necessidade de inovações em nossas aulas. Nossos alunos nos cobram isso, portanto não acredito que, se em cada sala de aula tivesse um data show e computadores conectados a internet, o professor por mais analfabeto digital que fosse transformaria suas aulas em decorebas, como apresentou o vídeo. Hoje usando somente o quadro e o giz podemos ter uma aula participativa com temas atuais e sociais. Acredito que a tecnologia facilita, ajuda, informa, mas jamais terá o calor das discussões levantadas em sala de aula, por exemplo, quando falamos de coisas simples como direitos e deveres dos alunos, respeito ao ser humano, qualidade vida, dengue, higiene e assim por diante. Paulo Freire acreditava que para se formar um cidadão não se precisava de sala de aula, cadeiras e tudo mais, nosso grande professor sabia que, necessitava somente de uma sombra e assuntos que envolvesse a realidade dos seus alunos. Tanto é que o mesmo só foi reconhecido em nosso país depois da ditadura militar pelos seus pensamentos simples e humanos. Existe duas frases do mesmo que trago no meu coração e em minha filosofia de vida enquanto educadora e pessoa, elas me permitem olhar para meus alunos, ouvi-los e acreditar que cada dia é um novo dia.

"Só na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo. E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiadamente certos de nossas certezas."

Espero que minhas palavras não sejam mal interpretadas, acredito que a iniciativa e proposta dos cursos que o governo vem oferecendo ultrapassam o limite entre a crítica de sermos defasados e nos mostra caminhos a serem percorridos, pois como disse anteriormente não é o governo, prefeito, diretor, coordenador ou secretário de educação que nos cobra atualização, quem mais nos cobra isso são nossos alunos, temos que nos esforçar para estar mais ligados as novas linguagens para nos comunicarmos com eles, e a tecnologia faz parte dessa linguagem.